sábado, 7 de outubro de 2017

08/10

Vivo num mundo muito grande e de certo modo assustador
Pela força das tempestades solares do frio e do calor das águas
Das mágoas da violência da carência e do carinho infinito
Que sinto e sinto que todos sentem em algum lugar do seu eu
E que no entanto ficam semeando às tontas pelos cantos
Por isso eu posso afirmar com certeza que vivo na borda
E mesmo assim procuro meus centros de prazer e de beleza
Assim sou igual aos seres que foram protozoários e primatas
E foram escravos e foram máquinas de lata e plástico
Agora esses seres são feitos de puro intento
Eu sou um deles. Você também.
Bem-vinda ao mundo denso.

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