terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

04/02

O grande barato tem sido escrever na máquina
Assim mas eu acho que coloquei azeite demais
Tomara que muito azeite faça mesmo bem prà máquina
Pois meu intento ao colocá-lo na máquina foi fazer bem

Bem, vamos fazer então o poema do hoje
04/02
As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia lusitana
Por mares nunca dantes navegados
Fizeram longas e loucas coisas às pampas
Poderiam dizer que foi legal pra caramba
Ah você sabe
Os índios com certeza não acharam legal
Agora virou moda ao invés de falar virou moda
Escrever viralizou o que é bem débil mental
Mas toda moda o é
Menos a moda de viola
Mais ainda os modos que cada um tem o seu
O meu é esse que você tá vendo
Eu inscrevo minha alma no universo
No fluxo do tempo-com
Sentimento
Alerta
E é desse luxo necessário e fundamental que o ser é feito
Quando estava escrevendo a palavra feito eu já pensava
Que havia ali um erro não deve ser essa a palavra
Que dá conta da força do ser no que ser que é
Hoje é sábado e a tv e o rádio
Ficam noticiando sobre uma quantidade louca
De blocos carnavalescos pela nossa metrópole
A Cidade de São Sebastião do Rio dle Janeiro
Isso é muito legal
Mas eu brinco carnaval
É aqui na máquina portátil manual de escrever
Escrevendo poesia toda hora todo dia
Pra falar que o ser quer ser
E eu sou poeta tanto que nem preciso mais do canto
Ou dos verbos pra ver
E assim posso
Fazer poesia
Com números
Quer ver
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8
9
10

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