terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

30/01

A natureza é esse todo de energia
Todos os sentidos
Incontáveis caminhos
Quando a gente fala em ecologia
Está falando a nossa própria economia
Porque é a ela que afeta
Os fluxos serem assim
Como ela intenta preservar
Quando eu era criança eu escrevia poesia
Desde quando me entendo por gente que faço
Escrevia a mão nas folhas de papel
Depois eu ganhei um pequeno caderno
Que enchi todo com meus versos
Ficou sendo um livro meu
A minha letra já foi feita
Mas a minha letra é linda
Depois eu ganhei a máquina de escrever Remington portátil creme
Com um estojo grande e forte azul
Onde eu guarda a máquina à noite
Depois que eu escrevia com ela muitas horas e eras
Pela noite e pelo dia e por um tempo todo meu
Que fica entre a noite e entre o dia e entre o seu e o meu
Eu sempre soube da fresta entre os mundos
Fiz inúmeros livros na minha máquina de escrever portátil Remington cor de creme
Criança adolescente
A proposta era escrever prosa na máquina
E a mão a poesia
Porque a poesia vem do coração
Mas a preguiça dá os braços pro costume
E eu fiquei fazendo as poesias
Na minha máquina de escrever portátil Remington creme
Depois na máquina Práxis elétrica
Depois nos computadores
Desordenadores do caos
Agora com a crase dos caras-de-pau
Falo com meus eternos eus:
Gente, pau neles!!!!!!!
E volto pro caderno
Com meus versos

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