Cento e vinte e oito anos faz a nossa República brasileira
Hoje, e pra nós parece muito tempo, como pode, depois
De um século, ainda estarmos atolados entre corrupção
E incompetência
É o que todos se perguntam, mesmo os corruptos
E os incompetentes. Haveria a tese de que nos trópicos
A humanidade se torna sub pra sempre
Ou que a miscigenação das etnias da raça humana
Gera essa coisa gelatinosa deprimente
Meio burra meio mané meio latino de filme ianque
Mas essas duas propostas fascistas estão erradas
A ciência já comprovou isso ad nauseam
Então por que estamos atolados
Nesse lodaçal chamado nação
Quando tudo que queremos e tudo que temos como povo
É tão genial e bom?
Esse é o enigma
A solução vem das bordas
Como quem come mingau pelas beiradas
Esses bonecos de Olinda fabricados pela mídia
Sejam direita ou esquerda sejam políticos ou atores
Do canto da dança do teleteatro ou da arena do estádio
Ou da praça dos poderes
Essas figuras circenses
Digam o que disserem vistam a camisa que vestirem
Não nos representam
O caminho é nosso
A jeito é nosso
Nossa é a intenção
Vamos no boca a boca falando conversando explicando
Ensinando o que sabemos uns pros outros
Que a República historicamente é nova
Cento e vinte e oito anos é um instante cósmico
O que era a própria Europa ou a Ianquelândia há duzentos anos atrás?
Vamos ter fé em Deus fé na vida e fé na humanidade
E dia a dia construir nossa República
Honesta
Trabalhadora
De verdade
E com vontade
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